O BEIJO

O beijo percorre as esquinas da face
não reconhece aparências
como o sol, é cego
exaurindo as flores
percorre arestas
e ângulos
procura o vulcão
por vezes nos lábios
prefere ao magma
a cinza de um olhar
o trémulo vale
onde o olho se debate
O beijo cumplice
das mãos
as mãos que suportam
a harmonia das faces.

                       J. T. Parreira

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