na hora
em que
te abates
sobre o teu próprio
silêncio
em que
te sobra tanto
tempo
e espaço
em que
te sobra
tanto quanto
precisas
entendimento
na hora
em que
contas
pela ausência
de uma mão
sobre a tua
quantos
amigos te restam
de quantos
te prometiam
consolo
no tempo do sorriso
na hora
em que
te debruças
sobre o teu próprio
abismo
de amargura
nessa hora
saberás
a fundura
da tua
pequena grandeza!
Maria Petronilho